mercredi 1 avril 2009


Comemorações do dia Mundial da Dança

(29 e 30 de ABRIL 2009 – 21h30)

AUDITÓRIO MUNICIPAL EUNICE MUÑOZ

Para marcação de bilhetes (a partir de 1 de Abril )

Entrada Livre limitada à lotação do espaço.


Reservas por telefone - 214 408 547/ 214 408 524

Por mail - maria.gil@cm-oeiras.pt

APRESENTAÇÃO DOS ESPECTÁCULOS no CAFÉ da DANÇA

– Centro de Dança de Oeiras (Palácio Ribamar – Algés)

Dia 14 de ABRIL - 18h00

A Câmara Municipal de Oeiras, a Revista da Dança e o Centro de Dança de Oeiras associam-se para as comemorações do Dia Mundial da Dança de 2009 estreitando laços para homenagear alguns artistas portugueses que, pelas mais diversas razões, têm dignificado a dança em Portugal e no estrangeiro.

Entre eles contam-se Águeda Sena e Bernardete Pessanha - bailarinas pertencentes a uma geração pioneira da dança portuguesa - Graça Bessa e António Rodrigues, fundadores da Academia da Dança de Setúbal e da Companhia de Dança Contemporânea, Isabel Queiroz, bailarina principal do Ballet Gulbenkian (a título póstumo), Lídia Martinez, coreografa-bailarina que fez toda a sua carreira em França, Olga Roriz, bailarina-coreógrafa directora da sua própria companhia, Benvindo Fonseca, ex-bailarino principal do Ballet Gulbenkian e coreógrafo, Sílvia Nevjisnky, antiga bailarina das companhias de Paul Taylor e Lar Lubovitch e Alexandra Bataglia, bailarina e coreógrafa fundadora da Companhia Amálgama.

O seu trabalho, nem sempre devidamente reconhecido e suficientemente valorizado, merece, contudo, ser lembrado por aqueles com quem partilharam os palcos e que deles, generosamente, receberam gratificação artística e intelectual.

Quantas vezes em condições adversas, todos carregaram a tocha do "fogo sagrado" ultrapassando dificuldades, designadamente físicas e económicas, e mostrando uma inusitada perseverança e um forte amor pela sua arte.

Todos eles trilharam caminhos com obstáculos demonstrando coragem perante as adversidades e, acima de tudo, uma especial integridade no seu trabalho. Aquela de que se fazem os verdadeiros artistas.

Com este modesto contributo, as entidades patrocinadoras destes espectáculos - às quais se junta a comunidade da dança portuguesa -, esperam contribuir para dignificar a arte da dança. E também para que os artistas mais jovens vejam nos homenageados (bem como nos participantes) exemplos ímpares de trabalho, realização artística e, até, espírito de missão.

António Laginha

PROGRAMA do Dia 29 de Abril

18H00

Inauguração da Exposição ISABEL QUEIROZ – Uma Vida Dedicada à Dança e ao Ballet Gulbenkian

Inauguração de Exposição Uma Carta Coreográfica

Espectáculo de Dança

21h30

Primeira Parte:

Leitura da MENSAGEM do DIA MUNDIAL DA DANÇA (UNESCO) – António Laginha

Mensagem do Dia Mundial da Dança 29 ABRIL – 2009

Da autoria do bailarino-coreógrafo Akram Khan

Este dia muito especial é dedicado à única linguagem que, neste mundo, cada um de nós sabe falar. Uma linguagem inerente aos nossos corpos e às nossas almas, a dos nossos antepassados e dos nossos filhos.Este dia é dedicado a cada deus, guru ou avê que nos ensinou e inspirou. A cada cântico, impulso e instante, que nos incitou a mexer.É dedicado à criança que gostaria de se movimentar como o seu ídolo e à sua mãe que lhe diz “já o podes fazer”.Este dia é dedicado a cada ser com o seu credo, cor e cultura, que transforma as tradições do seu passado em histórias do presente e sonhos para o futuro.Este dia é dedicado à Dança. À sua miríade de dialectos e ao seu imenso poder de exprimir, de transformar, de unir e de deliciar.

Cerimónia de Homenagem

a LÍDIA MARTINEZ, SÍLVIA NEVJINSKY, BENVINDO FONSECA e ALEXANDRA BATAGLIA

apresentados respectivamente por Maria Reis Lima (bailarina-corógrafa), José Carmo Garcia (arquitecto), Barbara Griggi (bailarina-coreógrafa) e Risoleta Pinto Pedro (escritora)

Com projecção de fotos/ filme sobre cada homenageado

e distribuição de medalhas (António Laginha, pela Revista da Dança e representante da CMO)

Segunda Parte :

1 - Companhia Olga Roriz / Maria Cerveira – excerto de "Inferno" (canção por Amália Rodrigues)

2 - Manuel André e Inês Ferreira - “Nijinsky ou o Sentimento” (estreia absoluta)

3 - Tarikavalli – solo de Bharata Natyam – estreia absoluta

4 - Sílvia Magalhães (solo de obra de Thierry Malandin)

5 - Lídia Martinez - “Numa Renda de Orgulho” (estreia absoluta)

6 - Adriana Queiroz e Henrique Feist - dueto do musical "Cabaret"

7 - Ana Santos – “Murmúrio”

8 - Maria João Roldão - “3 Valsas Isadoráveis"

9 - Companhia Amálgama - extracto de "Mater"


Dia 30, um programa de Dança Clàssica,

consultar a informaçao no Centro de Dança de Oeiras.

jeudi 12 mars 2009

Dia Mundial da Dança dia 29 de Abril 2009



Solo: " Numa renda de orgulho"

Um solo de Lidia Martinez,
o décimo sexto espectàculo
sobre o mito de Inez de Castro,

Desde 1984 Lidia martinez trabalha neste tema
e apresenta em vàrios paises do mundo peças coregràficas
inspiradas pela historia de amor entre Pedro e Inez.

Dia 29 de Abril às 21H 30', no auditorio Eunice Munoz,
em Oeiras um programa de dança contemporanea
vos serà apresentado.
Passarei todas as informaçoes num outro post.
Merci et à bientôt!
LM

vendredi 6 mars 2009











Au sujet des costumes:

La robe-objet est une construction plastique

qui suit l’élaboration d’un spectacle.

Elle s’inscrit dans le temps et fait surgir

la forme pour y loger le corps.

Une façon de mesurer l’intérieur du silence

en creusant le tissu.

C’est aussi une trace brodée de l’attente,

une action humble et laborieuse,

qui trompe l’angoisse et la peur.

En les entourant de fils et de perles colorées,

je tente de les apprivoiser.

Pour la version dite 5+1

du spectacle sur la Reine Morte,

une robe plus légère

a été cousue, me dénudant davantage.

Le poids de ces robes-sculptures,

symbolisaient l’autorité lourde et écrasante

de l’interdit propre à l’état fasciste.

Un corps ficelé de l’intérieur,

caché derrière les préjugés moraux et religieux.

Il m’a fallu quatorze ans pour me libérer de cet interdit.

Et apprendre à danser, légère, en intégrant son poids

dans mon corps.

Ensuite, je ne pourrais plus me laisser surprendre

par sa matérialité changeante,

Sa corruption sordide.

lidia martinez- ( 1989-2006 )

Sur la Reine morte, Inez de Castro :

( … ) Sans succès et depuis 1984, Inez de Castro

essaie d’échapper au drame de sa mort.

Elle marche sur ses propres traces,

refaisant les gestes d’autrefois et retrouve

les sensations subtiles d’une danse qui trompe la mort.

Inez revient, elle est seule et repose

la tête sur l’épaule de son amant, elle se souvient.

La Nourrice pétrit le pain ( corps d’Inez ),

qui se brise contre un destin imposé par

Le blanc récit de sa tombe.

L’évanouissement s’empare de la reine morte

et dans l’ourlet de sa robe se cachent

du sable rouge et des poignards sans maître.

Pedro l’habille de soie verte pour l’ultime parade

et déjà l’oiseau se meurt par la bouche.

LM. 2002

Extraits de presse :

« ( … ) Plein de projets en perspective pour cette artiste chorégraphe et plasticienne

qui au gré des créations, construit un univers symbolique et mythique ( … ) ».

Le Monde Interactif, Cristina Mariano.

« ( …) Lidia Martinez installe ses mythologies personnelles comme des réseaux de sens à décrypter, plutôt à ré-interpréter, dans la veine d’autres plasticiens tels Chrristian Boltanski, Mike Kelley, Richard Baquié par exemple ( … ) «.

La Marseillaise, Claude Lorin.

« ( …) Exposition monographique de cette artiste plasticienne, danseuse et chorégraphe à Miramas ( … ) »

Vogue Magazine.

« ( …) On connaissait ses solos trempés dans l’univers qui la caractérise.

En dansant multiples n’a jamais autant ému et transmis ( ... ) « .

Fédération de la Danse, Emerentienne Dubourg.

«( … ) Théâtre, danse, performance ?

Comment définir son travail ?

La frontière est son élément géographique, elle saute d’un art à l’autre avec aisance,

Cela dérange la critique et peut rendre difficile

la compréhension de son travail.

Elle est proche des artistes de » l’Art Povera « ,

par l’utilisation de matériaux conducteurs d’énergie.

L’emploi de fragments, de « déchets « soustraits à la vie,

servent à célébrer l’énigme de la vision,

ils interrogent notre conception de la danse,

du théâtre, celle du créateur, de l’artiste ( … ) « .

« Le jardin de Lidia Martinez «

dimanche 11 janvier 2009



Levar olhar para o engano.

O aristo, ( dialogo terno ),

segue a sua propria sombra,

distraido.

A passara-moira, pela ultima vez

bate as suas asas abertas,

fechadas, fechadas.

A quem se dirige a actriz ?

Ao mundo, penso eu, a cada um de nos em si.



« Tens vergonha pour eux, mon amour ? «,

repete Emanuelle Riva, num filme a preto e branco.

Desdobrada, ela espera que a venham libertar.

Pousada no meu peito uma joia de pano,

memorias cerzindo a seda ao tempo.


Dispo-me e caminho no quarto sem pudor algum.


Desalojar-te.

O que nao sai da parte de tràs do peito.

Arrancar o pé.

Nao ter medo de correr junto a ti.

Olhar o rio e nao ver o mundo que o envolve.

Estar absorta no piscar de olhos.

Passar ao lado de proposito.

Ver, ver, ver!

Fechar a boca.

Alargar o sorriso, despedaçar as lagrimas.

O mar solta na praia um pedaço de madeira,

forma de peixe, olho morto…

escamas alteradas e tumores em vez de guelras.

Sinto um cansaço naquele bicho imaginario,

uma quimera seca com a boca preta e o rabo cortado:

« - Que estranho ! disse, e lanço o pau às cegas".

(...)

extracto da peça:

"bem mais de dia que de noite"

Lidia

LM

dimanche 28 décembre 2008

amigavel








escrever precipitadamente
sem chorar sobre o leite derramado

mercredi 17 décembre 2008

robes de papiers











la mariée en papiers, volants surpiqués de dentelles
volants de mille papiers piqués
volants de piqués dans un envol de blancs papiers
baisers consumés dans des papiers volants
dans les volants de la robe de mariée

se roulent pliés et se déplient, baisers imprimés, périssables
imprimé de baisers dans une robe de papier
traîne volante d'une robe périssable
jetable

un désir consumé dans une robe de mariée
volants de rêves piqués dans l'unique robe jetable
jour unique dans une robe jetable
robe de mariée en papier, rêve d'enfance

picote le cœur de la mariée devant le miroir

le papier se déchire et le corps essuie sa nudité

reçoit dans le piqué de sa traîne, une fleur en papier

jetée par le vent, oublieuse de temps et sans maître.

LM, 07







jeudi 11 décembre 2008

froid comme deux mains sous la neige









( ...) celui-ci ou un autre me dis-je

puis sa carrure s’offre à mes yeux

et le relief prend place à l’endroit précis des objets

l’eau devient source claire et apaisée

je bois le café

son velours me caresse la gorge

lave ma langue colore sa joue

devant l’autel installé sur ma table

où se mêlent des fleurs d’hier, pommes dorées

les chevaux jouets du Népal

les photographies de mes amours, tous

qu’est-ce qui allège alors la tension des jours,

console mes nuit ?

nous, blottis comme un nouveau-né

les bras serrés, neufs

vibrants au milieu d’une bataille

maintes fois livrée

ce rituel tient à la jouissance

et le guerrier connaît sa victoire

l’a domine, car il est lui-même porter du trophée

si un mot s’échappe dans la mêlée

glisse dans ma main

( elle quémande son baiser )

seigneur, si moi la femme récompensée

dans sa nature de figue écartelée

vient à lécher tout le corps de l’homme aimé

comme une louve ferait à son petit

roulé hors de son ventre

pardonnez alors à la nature
ce qu’elle retient encore dans sa griffe

rien ne laissait prévoir que ma chute a été si fatale

devant la mer

l’océan battu

vient me voler son prénom

dans cette main droite

ouverte au moment propice à l’amour

et du vent souffle

de son haleine brûlante

je garde moi, morsures et douces empreintes

d’une bouche ornée d’une dentition irrégulière

massacrante et bénite

l’homme lâche sa semence

aussitôt me brise la nuque

un vrai guerrier

écoutez ma plainte

parole délivrée enfin de l’ancestrale peur

d’être repoussée encore et encore

hors du giron du père aimé

absent, autoritaire

je vous dis que ce père

que j’ai reconnu en toute crainte

comme étant le bourreau

qui embrasse la bouche du condamné

avant de lâcher sa hache

je garde intacte la pose le cou tendu vers la lame

je deviens le cadavre offert à tous en place de grève

les fleuves coulent, lavent les pieds des pèlerins

les croyants murmurent leurs secrets en fin avoués

je lave tout à grands seaux d’eau et je frotte

je frotte jusqu’à ce que la peau imprime cette volonté

j’efface les petites morts qui ont coulé sur mes cuisses

et vous ont béni de chaudes baptêmes

de prières languissantes

l’Hermite épouse son coquillage et l’abandonne

épris de libertinages enfantins

ils sont tous comme ça, me dis-je

cette valise qui ne porte en elle que l’attente

est étrangement la même, pour nous toutes

les poitrines offertes des guerriers

ont des armures telles que seule une fine épingle

glissée entre deux lames

proches du cœur du héros

pourrait avoir foi de leurs craintes

( extrait) LM